Quando não há vontade de ir embora, fico. Quando não há espaço para respirar, parto. Quando me arrependo, regresso. Quando regresso encontro uma porta fechada.

Nada disso me inquieta quando acordado. Mas dormindo sacudo um sonho repetido e até partilhado pela maioria absoluta dos dias bêbados. Parto a porta, entro no quarto, não acordo. Estou de pé em pé de guerra, estou deitado de cabeça para baixo, com ao pesadelo a ganhar-me a batalha, acordo e olho para mim de pé e não gosto do que vejo.

Acordo e vejo que não passou de um sonho. É um alívio? É. E é um aviso que me avisa como quem meu amigo é, para deixar de ser assim. Adormeço com as costas molhadas, de costas para ti e tu nem sonhas com o que quem sonha pode sonhar.

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